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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Livro - Os Versos do Capitão


No dia mundial do Livro, e na senda dos escritores Hispânicos, uma das figuras mais marcantes - Pablo Neruda.

Quando o li hà uns anos, gostei muito. Versos de verdadeira paixão.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Livro - Rayuela (O jogo da amarelinha)


Na minha mania de autores hispánicos, li este livro à relativamente pouco tempo e gostei muito.

Do autor Argentino Julio Cortazar.

Espero que gostem!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mansão Jutrequês - Capitulo 1

(Tal como prometido....aqui vai a minha contribuição)

Capitulo 1 - O Renascimento da Mansão

Ele tinha razão...não havia maneira de lhe entregar o manuscrito....já tinha ultrapassado em muito, todos os prazos que me tinha dado. De facto, era um santo...este meu editor...mas até estes... perdem a paciência! Perguntei-lhe um dia, porque ainda apostava em mim...? "Uma questão de fé" - respondeu-me. Só podia ser isso mesmo...eu devia ser a cruz para qualquer editora! 

Mas que podia eu fazer...quando a inspiração não correspondia? Qual o tema para o novo livro?...aliás tinha de dar sequência à estrondosa venda do livro anterior...vinte exemplares...sim meus amigos vinte exemplares !!! ... devidamente autografados...e curiosamente todos vendidos a conhecidos e familiares dos conhecidos...mas foi um começo...

Apelei a todos os meus sentidos...passei a andar de transportes públicos...meter conversa com vizinhos dos bancos do metro,  falando de coisa nenhuma...inalando a flatulência oferecida pelos meus generosos companheiros de viagem..na ânsia de um rasgo...de uma luz...Dei por mim a jogar à sueca...nos jardins pitorescos da nossa cidade...com velhotes, cujas placas dentárias caiam a cada manilha na mesa...vagueei nas noites de folia...em cabarets da coxa que não iluminavam o suficiente para permitir destinguir a estranha volumetria do entre-pernas da Roseli....tabernas do coliseu que ofertavam ginjinhas com caroço de azeitonas...e nada! Fui ao ponto de realizar um cruzeiro....com o dinheiro que tinha no bolso...(sempre deu para ida e volta ao Barreiro)...e já no convés do ferry...apreciar os raios de uma tarde primaveril, que nem Leonardo DiCaprio no seu Titanic....e de olhos cerrados e cara ao céu....apreciar a graça que deus me deu na forma do alivio de duas gaivotas...numa manifesta pontaria olimpica!

Já desesperado...e desfolhando um folheto publicitário...na ultima página lá estava - "Turismo de Habitação Dª Clotilde Bernardete -O seu local de inspiração"...era isto...não havia que enganar...a foto embora tosca..transparecia um palacete renascentista, com seus pavilhões de caça. Era o sinal que me faltava!!

Fiz as malas rapidamente...também não tinha muito para levar...atestei o depósito...e lá fui eu...para o recanto da minha inspiração! A viagem foi longa...mas isso eu já suspeitava....as 10 horas gastas para percorrer os 300Km a 30Km/hora...tinham compensado...a alegria do saborear de cada palmo de asfalto percorrido...salpicado por alguns comentários amigos de outros condutores "Ó Mr. Bean anda lá com essa merd..."....Mr. Bean? Eu?...mas o meu mini até era azul....não percebi....nem me esforçei.

Finalmente chegara!...mais uma vez o meu sentido apurado de orientação não falhara....os miseros doze desvios...foram apenas mecanismos planeados de reconhecimento das imediações...e entrei triunfal naquela aldeia...mirado admiradamente pelos residentes locais.. Sai do carro...e fui logo interpelado - "Ó Chefe tem furo do caral...no pneu de trás...não deu por isso??? ...dasss". É natural...esta resistência aos forasteiros...
Acerquei-me de uma senhora de idade...e perguntei-lhe:
- "Por favor, onde fica o Turismo de Habitção Dª Clotilde Bernardete ?"
- "Turi...o quê?...AH o barraco da velha de Vilar de Perdizes ???...isso fica ali ao pé da mansão...subindo a ladeira..."

Segui as indicações...e quando cheguei ao dito local....verifiquei que deveria ter tido um cuidado redobrado na analise da dita forografia do folheto. A casa rústica...muito rústica...ficava ao pé da dita mansão senhorial...mas nem sequer era a mansão..nem tão pouco o pavilhão de caça...diria antes que era uma casa de arrumos de alfaias agricolas...mas atenção...completamente transformado....diria até cuidadosamente ornamentado. Fui recepcionado efusivamente pela Dª Clotilde...que após um chá comprado por ela, no ultimo congresso de medicinas alternativas da sua terra natal, me confidenciou que se tinha instalado nesta zona....por necessidade e não por gosto. Segundo ela, o burrico que lhe tinha trazido numa viagem de cortesia...tinha voltado à "terra" antes dela....não podendo desta forma propiciar-lhe o regresso. Decidiu então criar este polo turistico...no sentido de angariar financiamento para o regresso.

Ainda hoje estou para saber se tinha sido do chá...o facto é tinham já passado duas semanas...e inspiração nada...era agora um frequentador assiduo da taberna da aldeia...único local recreativo...em que as conversas derivavm do futebol, aos buços das mulheres locais. Ainda pensei em abrir um ponto de venda da Gillete...MACH3...mas percebi que aqueles buços...só mesmo com MACH8...teria que esperar o lançamento das 8 lâminas.

Um dia tudo mudou, entrava eu na taberna...quando sou surpreendido por um rebuliço sem igual...era um falatório...uma agitação...pensei: "Será que o Paulo Bento, passou a usar risco ao lado??", "O Mantorras pôs mais um parafuso??"...mas afinal o que tinha acontecido ??

- "Ó Forasteiro...então não sabe?? ...a Mansão foi comprada!!...mas ainda ninguém viu a nova proprietária..." - dizia o Zé Marreco.
- "Deve ser Invisivel...o raio da mulher" - disse um catraio
- "Ora nem mais...é assim que ficará conhecida essa lambisgoia -  INVISIVEL" - Assentou o Zé Marreco.

A semana seguinte...foi um sofrimento...o meu sossego tinha acabado...aquilo era um chegar de camiões TIR carregados de mobilia barroca, quadros vitorianos, porcelanas chinesas...eu sei lá!  O staff deslocava-se num  helicopetro, que manuseado com cuidado cirurgico...evitava os jardins Luis XV...imaculadamente cuidados por um novo jardineiro.Tinha resnascido aquela mansão.... e que renascimento!

A curiosidade curcomia-me as tripas...tinha de lá ir...ver com estes olhos que a terra hà-de comer...todo aquele fausto...todo aquela ode ao encanto e glamour. Não resisti...vesti o que tinha de melhor...fiz a barba com a Gilette da Dª Clotilde ...e pus-me ao caminho.

Safa! ...que os jardins, nunca mais acabavam...que trabalheira teria aquele musculado jardineiro...que trabalhava de sol a sol...e á noite....também o vi a cirandar pelos jardins madrugada dentro...

Chegado finalmente à frontaria da enorme mansão...delicadamente toquei...onde duas assistentes impecavelmente trajadas...a meu gosto claro está... me convidaram para entrar. Revelei que tinha ido apresentar os meus votos de boas vindas...como recomendam as boas normas de vizinhança..solicitando a fineza de chamarem a proprietária de tão extraordinária mansão, para que os pudesse endossar pessoalmente.

Encaminharam-me a uma sala exuberante....alada por uma escadaria magnifica de acesso ao piso superior, indicando-me de seguida o assento num exuberante sofá...extremado nas suas pontas por duas cabeças de vacas...a que carinhosamente lhe chamavam de Cornélia. Assim estive...montado na cornélia...durante breves minutos...depositando meu olhar por breves instantes em cada objecto de singular interesse...até que por uma força magnética...foco-me numa silhueta elegantissima...descendo a escadaria de forma cândida...mas perfumada de uma sensualidade avassaladora...

Levantei-me....e educamente...aproximei-me....explorando visualmente aquela figura que me deixou sem fala..Era elegantissima, engalanada por um cabelo estilosamente Madalena Iglesias... Peguei em sua mão....e saudei-a ...beijando sua mão doce...mas com um incomodativo contacto com um anel de brilhantes...de um kilito e pouco...que me deixaria marcas no lábio superior durante alguns dias...

E de forma melodiosa...sua voz ecoou nas paredes do salão... "Seja bem vindo à Mansão Jutrequês...."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Livro - A Mansão Jutreiquês


Não posso deixar de recomendar, um livro a estrear muito em breve, redigido por um conjunto de autores nacionais de enorme talento.  Uma obra prima excelente, espelhando as novas tendência neo-ficcionistas, tão presentes em blogs de requintados gostos e apurados sentidos esteticos.

A grande curiosidade deste livro, reside no facto de ter sido desenvolvida por uma tertúlia peculiar, que contribuindo cada qual com o seu capitulo, produziu uma obra única, apelando à imaginação e criatividade inerente a cada um.

Numa mansão de um requinte inigualavel, habitam personagens pitorescas de contornos de dificil identificação, cujo objectivo é o respeito pelos valores máximos da liberdade...e o reforço dos elos de amizade que os une.

A não perder!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Livro - Como àgua para chocolate


Na senda das propostas de autores hispânicos, não posso esquecer Como àgua para chocolate da Mexicana Laura Esquivel. Fantástico!

Como tantas vezes acontece...não gostei da adaptação cinematográfica...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Livro - La Cruz de San Andrés


Meus amigos (Agora que abri esta rubrica....vou debitando propostas...),

Gosto muito da literatura hispânica, provavelmente porque escolho como livros de mesa de cabeçeira, autores que "dão côr" às emoções...e nada como os latinos!!

Começo por esta sugestão La Cruz de San Andrés, do meu grande autor Camilo José Cela. Como é bom, viajar com ele...até parece que fomos nós que escrevemos seus livros...

Já agora....e de sequida....numa qualquer esplanada junto à praia,  leiam também do mesmo autor - La Familia de Pascual Duarte...e depois digam-me se o café não soube melhor!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Livro - O Segredo



Realmente iniciar uma nova rubrica, tão importante como esta, e escolher o livro "O Segredo" como ponto de partida, deixa muito a desejar....mas um livro nunca é menor...este será o motivo para inaugurar a minha humilde biblioteca.

Trago este livro à ribalta, pois fiquei surpreendido pela quantidade de pessoas que conheço que me falaram dele...e o mais impressionante o impacto que lhes provocou.

Tal como referi no meu post Uma questão de fé, não sou dado a grandes espiritualidades, e por consequência, sempre fui indiferente a este tipo de livros. Mas o curioso, é que pessoas ainda mais paragmáticas que eu....se renderam a esta "biblia".

Entrei numa livraria, e lembrei-me de o desfolhar... li umas páginas...e na diagonal passei por outras tantas...Cheguei à conclusão que devo ser mesmo insensivel...não consigo entender qual o fascinio...?

As ideias subjacentes,  parecem-me "senso comum"....as mensagens subliminares...são vulgares reflexões que todos nós fazemos...

Mas posso estar enganado, pois não o li na totalidade...mas gostaria de saber outras opiniões...